
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, participou, na tarde desta quinta-feira (7), de uma reunião com o governador Elmano de Freitas, durante a qual foram sancionadas medidas para reduzir o impacto das novas tarifas de exportação para os Estados Unidos. As iniciativas foram aprovadas, por ampla maioria, na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
A assinatura aconteceu no Palácio da Abolição e reuniu, além do presidente da Faec, Amílcar Silveira, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, representantes de ambas as instituições e empresários.
Entre as medidas sancionadas estão a compra de produtos das empresas afetadas para atender a demandas de equipamentos do Governo do Estado, a antecipação de pagamento de créditos e o aumento de incentivos fiscais. Elmano afirmou ainda que haverá, por parte do Governo Federal, auxílio financeiro às empresas que exportam para os EUA.
“Haverá do governo [federal] uma posição favorável de crédito, prazo dos contratos, que possibilite maior flexibilidade”, disse o governador sobre as ações previstas, que deverão ser anunciadas nas próximas semanas.
Na ocasião, Amílcar Silveira destacou que muitos dos produtos impactados pelas tarifas poderiam ser consumidos no mercado interno. “Sensibilizar o povo, inclusive com campanhas, para que a gente possa utilizar e consumir melhor esses produtos. Naturalmente, muitos são produtos de exportação, mas, no caso do pescado, acho que pode ser consumido aqui.”

Já o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, agradeceu a rapidez do Governo do Estado na elaboração das medidas e destacou a importância do diálogo com os setores produtivos. Ele propôs ainda a realização de reuniões individuais com empresários para aprofundar a busca por soluções, iniciativa acolhida pelo governo.

Entre os representantes empresariais, estiveram presentes produtores de cera de carnaúba, pescados, água de coco e calçados, setores cujos produtos o Estado avalia adquirir para utilização na merenda escolar da rede pública estadual. “A nossa Secretaria [da Educação] já está vendo essa questão, avaliando de que forma pode incluir [a água de coco]. Essa reunião, inclusive, já aconteceu nesta semana e já está em tratativas”, informou o chefe da Casa Civil, Chagas Vieira.