{"id":6708,"date":"2018-03-01T10:34:55","date_gmt":"2018-03-01T13:34:55","guid":{"rendered":"http:\/\/senarce.org.br\/novo\/?p=6708"},"modified":"2018-03-01T10:34:55","modified_gmt":"2018-03-01T13:34:55","slug":"decisao-do-stf-favoravel-ao-codigo-florestal-traz-seguranca-juridica-ao-produtor-avalia-cna-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faec.org.br\/senar\/decisao-do-stf-favoravel-ao-codigo-florestal-traz-seguranca-juridica-ao-produtor-avalia-cna-2\/","title":{"rendered":"Decis\u00e3o do STF favor\u00e1vel ao C\u00f3digo Florestal traz seguran\u00e7a jur\u00eddica ao produtor, avalia CNA"},"content":{"rendered":"<div class=\"image-frame pull-center margin-bottom-20\"><img decoding=\"async\" title=\"Voto do ministro Celso de Mello desempatou o julgamento\" src=\"http:\/\/www.cnabrasil.org.br\/sites\/default\/files\/styles\/noticias_593x290\/public\/noticias\/imagens\/celso.jpg?itok=HjyVie-0\" alt=\"Voto do ministro Celso de Mello desempatou o julgamento\" \/><em>Voto do ministro Celso de Mello desempatou o julgamento<\/em><\/div>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Bras\u00edlia (28\/02\/2018)\u00a0<\/strong>\u2013 A decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es que questionavam dispositivos do C\u00f3digo Florestal (Lei 12.651\/2102) vai trazer seguran\u00e7a jur\u00eddica para os produtores rurais brasileiros, segundo avalia\u00e7\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA). O julgamento estava empatado e foi definido pelo voto do ministro Celso de Mello nesta quarta-feira (28).<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">A decis\u00e3o manteve pontos considerados essenciais para garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica e os avan\u00e7os ambientais que v\u00eam acontecendo no Pa\u00eds desde a implanta\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, em 2012. A CNA teve participa\u00e7\u00e3o decisiva na defesa dos interesses do setor durante o julgamento. Na condi\u00e7\u00e3o de amicus curiae, a entidade apresentou estudos jur\u00eddicos para os ministros do STF, participou de audi\u00eancia p\u00fablica e acompanhou todas as sess\u00f5es sobre o tema.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Para o presidente da CNA, Jo\u00e3o Martins, o STF demonstrou bom senso ao decidir pela ampla constitucionalidade do C\u00f3digo Florestal, pois uma decis\u00e3o contr\u00e1ria poderia inviabilizar a perman\u00eancia de mais de quatro milh\u00f5es de produtores na atividade.<\/p>\n<p>\u201cBoa parte da produ\u00e7\u00e3o de alimentos vem dos pequenos produtores, que seriam os maiores prejudicados com qualquer mudan\u00e7a na lei. Hoje, com certeza, aqueles que mais necessitam desse amparo do C\u00f3digo Florestal v\u00e3o dormir tranquilos\u201d, afirmou Jo\u00e3o Martins.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O assessor especial da presid\u00eancia da CNA, Carlos Bastide Horbach, destaca que a decis\u00e3o do STF significa, para o produtor rural brasileiro, a solu\u00e7\u00e3o de anos de d\u00favidas e de controv\u00e9rsias relacionadas ao meio ambiente. Agora, explica ele, uma s\u00e9rie de quest\u00f5es relacionadas a autua\u00e7\u00f5es ambientais, embargos de \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e de consolida\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o ficam superadas, pois a posi\u00e7\u00e3o da Suprema Corte tem efeito vinculante.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\u201cTodos os \u00f3rg\u00e3os de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, do poder judici\u00e1rio v\u00e3o ter que seguir o precedente do Supremo Tribunal Federal\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O consultor jur\u00eddico s\u00eanior da CNA Rodrigo Justus tamb\u00e9m elogia o resultado do julgamento. \u201cA maior parte da lei foi reconhecida e isso vai garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica para a sua implementa\u00e7\u00e3o efetiva\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Conforme Justus, o novo C\u00f3digo Florestal \u00e9 fruto de 16 anos de discuss\u00e3o e gerou uma solu\u00e7\u00e3o negociada, onde n\u00e3o houve \u201cvencedores e perdedores\u201d. Ele lembra que os agricultores brasileiros j\u00e1 preservam 48% das suas terras e que a atual legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente onerosa para os produtores.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Embargos declarat\u00f3rios<\/strong>\u00a0\u2013 Em rela\u00e7\u00e3o aos pontos considerados inconstitucionais, a CNA dever\u00e1 apresentar embargos declarat\u00f3rios para questionar e esclarecer a aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o. De acordo com o consultor jur\u00eddico da CNA, existem pequenos conflitos entre o entendimento do STF e o que est\u00e1 previsto no C\u00f3digo Florestal, sendo normal a apresenta\u00e7\u00e3o de embargos declarat\u00f3rios nesse tipo de processo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Com a manuten\u00e7\u00e3o do marco legal, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental (PRA), considerados fundamentais para o setor por trazer normas claras de regulariza\u00e7\u00e3o ambiental aos produtores rurais, continuam em vigor. A CNA espera que agora os Estados implementem o PRA, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 mais d\u00favidas sobre a constitucionalidade do C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voto do ministro Celso de Mello desempatou o julgamento Bras\u00edlia (28\/02\/2018)\u00a0\u2013 A decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es que questionavam dispositivos do C\u00f3digo Florestal (Lei 12.651\/2102) vai trazer seguran\u00e7a jur\u00eddica para os produtores rurais brasileiros, segundo avalia\u00e7\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA). 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