{"id":4562,"date":"2018-02-02T11:10:22","date_gmt":"2018-02-02T11:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/faec.org.br\/novo\/?p=4562"},"modified":"2018-02-02T11:10:22","modified_gmt":"2018-02-02T11:10:22","slug":"4562","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faec.org.br\/senar\/4562\/","title":{"rendered":"CNA DEBATE FINANCIAMENTO NO AGRONEG\u00d3CIO COM REPRESENTANTES DO SETOR"},"content":{"rendered":"<p><b><a href=\"http:\/\/faec.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/39992369992_502ac4f3c3_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4563\" alt=\"39992369992_502ac4f3c3_o\" src=\"http:\/\/faec.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/39992369992_502ac4f3c3_o-300x200.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>Bras\u00edlia (01<\/b><b>\/02\/2018)\u00a0<\/b>\u2013 O Agro em Quest\u00e3o, promovido pela Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), reuniu representantes de todo o setor para debater o financiamento no agroneg\u00f3cio. Juntos, eles analisaram os desafios e alternativas para garantir o crescimento da agropecu\u00e1ria brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O primeiro painel da manh\u00e3 fez um panorama do financiamento para o agroneg\u00f3cio. Foram discutidas as fontes atuais de financiamento, dificuldades dos produtores no acesso ao cr\u00e9dito, no volume de recursos oferecidos e nas condi\u00e7\u00f5es de pagamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na palestra de abertura, o presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Pol\u00edtica Agr\u00edcola da CNA e vice-presidente da Confedera\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 M\u00e1rio Schreiner, destacou que 31% da produ\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 financiada com recursos p\u00fablicos, enquanto 39% v\u00eam de fontes pr\u00f3prias, que n\u00e3o contam com nenhum tipo de pol\u00edtica p\u00fablica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Temos que fazer com que essas pol\u00edticas p\u00fablicas alcancem todos os produtores e construir um modelo que d\u00ea seguran\u00e7a, principalmente atrav\u00e9s do seguro rural. Fazer com que o setor se torne atraente para que os investidores possam disponibilizar recursos e a agropecu\u00e1ria brasileira continue crescendo, gerando emprego e qualidade de vida&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presidente da Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas do Brasil (OCB), M\u00e1rcio Lopes de Freitas, concorda com a necessidade de ajustes no modelo de financiamento, mas alerta para a import\u00e2ncia de analisar a &#8220;heterogeneidade&#8221; das regi\u00f5es produtivas do Brasil. Na opini\u00e3o dele, \u00e9 preciso definir uma pol\u00edtica agr\u00edcola que mantenha o que j\u00e1 vem dando certo e esteja baseada em seguro agr\u00edcola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Bem ou mal, tivemos um modelo de cr\u00e9dito rural que vem dando certo no Brasil. Basta olharmos os nossos resultados. \u00c9 important\u00edssimo evoluir, mas com cautela. Temos que migrar para um modelo de financiamento baseado em um seguro rural efetivo, que garanta a renda do nosso produtor&#8221;, alertou Freitas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00daltimo palestrante do debate, o s\u00f3cio-consultor da MBAgro, Alexandre Mendon\u00e7a de Barros, disse que a macroeconomia brasileira vive um momento positivo, com taxas de desemprego caindo e infla\u00e7\u00e3o e juros baixos. Se essa tend\u00eancia permanecer e o setor souber se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as, ele enxerga boas perspectivas para o agroneg\u00f3cio continuar crescendo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 dif\u00edcil sustentar a subven\u00e7\u00e3o da taxa de juros e algumas vantagens tribut\u00e1rias que ajudaram o setor a crescer nos \u00faltimos anos. \u00c9 preciso investir em um trip\u00e9 formado por uma aproxima\u00e7\u00e3o das taxas praticadas no meio rural com a Selic, regras claras aos investimentos privados e a generaliza\u00e7\u00e3o do seguro rural&#8221;.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Governo<\/b>\u00a0\u2013 O segundo painel do Agro em Quest\u00e3o teve como tema a vis\u00e3o do Governo sobre o financiamento para o Agroneg\u00f3cio. O debate abordou os impactos sobre os gastos com a Fun\u00e7\u00e3o Agricultura decorrentes da Emenda Constitucional 95\/2016 (Teto dos Gastos) e alternativas para fomento da atividade e garantia de renda ao produtor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ministro da Agricultura Blairo Maggi explicou que o Pa\u00eds enfrenta um arrocho econ\u00f4mico que traz consequ\u00eancias diretas para o setor agropecu\u00e1rio, especialmente no Plano Safra, onde foi necess\u00e1rio priorizar alguns pontos em detrimento de outros. Maggi declarou que todos os minist\u00e9rios est\u00e3o sujeitos ao Teto de Gastos e que \u00e9 necess\u00e1rio pensar em alternativas para ampliar a cobertura de seguro sem a subven\u00e7\u00e3o do Governo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Existe uma ideia de que os setores envolvidos nos financiamentos para os produtores tamb\u00e9m possam ajudar na compra da ap\u00f3lice. No dia em que n\u00f3s conseguirmos fechar isso, vamos ter um cr\u00e9dito rural muito mais barato porque vamos sair da depend\u00eancia total do Governo e vamos para a iniciativa privada, que vai aplicar dinheiro numa atividade que n\u00e3o tem tanto risco quanto atualmente&#8221;, explicou o ministro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria do Tesouro Nacional (Minist\u00e9rio da Fazenda), Ana Paula Vescovi, falou sobre a execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica agr\u00edcola brasileira e das limita\u00e7\u00f5es impostas pela emenda do Teto de Gastos. Segundo ela, a regra \u00e9 importante para o equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas, mas &#8220;comprime&#8221; as despesas que n\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rias dentro do or\u00e7amento e dificulta a distribui\u00e7\u00e3o de recursos para algumas \u00e1reas. A sa\u00edda \u00e9 construir um modelo de seguro que proteja a renda do produtor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos um espa\u00e7o enorme para avan\u00e7ar melhorando o desenho dessas pol\u00edticas p\u00fablicas, integrando os tr\u00eas modelos existentes de seguro rural e conseguindo, por meio do or\u00e7amento, equilibrar melhor o espa\u00e7o. No final das contas, isso vai permitir mais recursos para o financiamento e para o cr\u00e9dito rural para todos os produtores&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A outra participante do debate foi a deputada federal Tereza Cristina. Na opini\u00e3o dela, o Governo ter\u00e1 cada vez menos dinheiro para o cr\u00e9dito rural devido ao &#8220;engessamento&#8221; com as despesas prim\u00e1rias e \u00e9 preciso se antever a esse problema para seguir em desenvolvimento. Uma das alternativas defendidas s\u00e3o os Certificados de Receb\u00edveis do Agroneg\u00f3cio (CRA) em moeda estrangeira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A agricultura brasileira \u00e9 pujante e tem muita gente disposta a investir, mas temos que achar os caminhos da seguran\u00e7a jur\u00eddica. Assim, o Governo poder\u00e1 utilizar o recurso oficial nos pequenos e m\u00e9dios produtores, que t\u00eam mais dificuldade de buscar esse recurso em outras fontes&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Fontes de mercado<\/b>\u00a0&#8211; O \u00faltimo painel abordou o tema &#8220;Fontes de mercado para o financiamento do agroneg\u00f3cio&#8221;, com a participa\u00e7\u00e3o de representantes da iniciativa privada. O s\u00f3cio fundador da consultoria Ecoagro, Moacir Teixeira, falou sobre a oportunidade de financiamentos a partir de t\u00edtulos do agroneg\u00f3cio e defendeu um Plano Safra de longo prazo para permitir maior planejamento dos produtores rurais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em seguida, o diretor de Agroneg\u00f3cios do Santander, Carlos Aguiar, mostrou a carteira de cr\u00e9dito do banco para o agroneg\u00f3cio e afirmou que o setor n\u00e3o pode ficar restrito aos recursos obrigat\u00f3rios diante de outras fontes alternativas de financiamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A gestora de Relacionamentos no Brasil da Climate Bonds Initiative, Thatyanne Gasparotto, falou sobre mercado de capitais. Por \u00faltimo, o diretor executivo da B3 (antiga BM&amp;M\/Bovespa), Carlos Eduardo Ratto Pereira, afirmou que \u00e9 preciso modernizar fontes alternativas hoje existentes, como o Certificado de Receb\u00edveis do Agroneg\u00f3cio (CRA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Agro em Quest\u00e3o foi patrocinado por Ecoagro Securitizadora, Pinheiro Neto Advogados e Vaz, Buranello, Shingaki &amp; Oioli Advogados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia (01\/02\/2018)\u00a0\u2013 O Agro em Quest\u00e3o, promovido pela Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), reuniu representantes de todo o setor para debater o financiamento no agroneg\u00f3cio. 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