{"id":2022,"date":"2015-02-19T17:53:58","date_gmt":"2015-02-19T17:53:58","guid":{"rendered":"http:\/\/faec.org.br\/novo\/?p=2022"},"modified":"2015-02-19T17:53:58","modified_gmt":"2015-02-19T17:53:58","slug":"al-discute-alternativas-para-gestao-da-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faec.org.br\/senar\/al-discute-alternativas-para-gestao-da-agua\/","title":{"rendered":"AL discute alternativas para gest\u00e3o da \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As prioridades do abastecimento de \u00e1gua no Estado foram mote para intenso debate entre parlamentares, na manh\u00e3 de ontem, na Assembleia Legislativa. Entre os pontos abordados, a necessidade de priorizar o abastecimento de \u00e1gua para saciar a sede da popula\u00e7\u00e3o em vez da demanda da ind\u00fastria e da agricultura. Foi cobrado que os empreendimentos do Complexo Portu\u00e1rio do Pec\u00e9m (CPP) encontrem alternativas para o consumo da \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate foi provocado por Renato Roseno (PSOL), que, ao subir \u00e0 tribuna, atribuiu a culpa pela sede da popula\u00e7\u00e3o cearense ao modelo econ\u00f4mico perpetuado por diversas gest\u00f5es governamentais. &#8220;Somos v\u00edtimas de um modelo perverso e cruel, que transformou \u00e1gua em mercadoria. Em nome de um pretenso crescimento econ\u00f4mico, governos sucessivamente priorizaram o abastecimento \u00e0 agricultura irrigada e \u00e0 ind\u00fastria&#8221;, criticou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/faec.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/image.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2023\" alt=\"image\" src=\"http:\/\/faec.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/image-300x200.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>Segundo o parlamentar, 77% dos recursos h\u00eddricos do Estado monitorados pela Companhia de Gest\u00e3o dos Recursos H\u00eddricos (Cogerh) s\u00e3o destinados \u00e0 agricultura irrigada e 11% \u00e0 ind\u00fastria. &#8220;A popula\u00e7\u00e3o fica com o resto&#8221;, lamentou. &#8220;Somente o a\u00e7ude Banabui\u00fa, o terceiro maior do Estado, est\u00e1 com vaz\u00e3o de sete mil litros por segundo destinados aos grandes empreendimentos agropecu\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O socialista ainda apontou que, desde o in\u00edcio da hist\u00f3ria do Cear\u00e1, pol\u00edticos apresentam propostas de obras h\u00eddricas como reden\u00e7\u00e3o aos sertanejos. &#8220;A todo ciclo pol\u00edtico corresponde uma obra h\u00eddrica. Teve o Cedro no s\u00e9culo 19, o Castanh\u00e3o no final do s\u00e9culo 20&#8221;, listou. &#8220;Ou a gente enfrenta o problema da gest\u00e3o da \u00e1gua em toda a sua complexidade, colocando o abastecimento humano em primeiro lugar, ou n\u00e3o vamos resolver&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em aparte, Carlos Matos (PSDB) ponderou que nem toda a \u00e1gua consumida pelas empresas serviria para o consumo humano, mas concordou que o problema est\u00e1 na gest\u00e3o dos recursos, j\u00e1 que h\u00e1 \u00e1gua suficiente para abastecer a popula\u00e7\u00e3o e sobrar. &#8220;Temos que ter gest\u00e3o para priorizar &#8211; impacto social em primeiro lugar e, em segundo, o impacto econ\u00f4mico&#8221;, reconheceu, destacando que muitas obras amenizaram os efeitos da seca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isen\u00e7\u00e3o da tarifa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roberto Mesquita (PV) defendeu que se busquem alternativas para economizar a \u00e1gua, criticando m\u00e9todo de irriga\u00e7\u00e3o por inunda\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos que utilizar outros m\u00e9todos, como o de gotejamento&#8221;, sugeriu. Ele criticou a isen\u00e7\u00e3o de 50% da tarifa da \u00e1gua para a MPX (hoje Eneva), concedida na gest\u00e3o passada. &#8220;Na \u00e9poca, Eike Batista era o s\u00e9timo homem mais rico do mundo e tinha isen\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, o pequeno produtor \u00e9 massacrado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Mesquita, a sider\u00fargica, a termel\u00e9trica e outros empreendimentos do Pec\u00e9m devem procurar op\u00e7\u00f5es para dessalinizar a \u00e1gua do mar ou tratar a \u00e1gua do esgoto para n\u00e3o consumir em excesso \u00e1guas provenientes das bacias do Estado. J\u00e1 Renato Roseno defende que n\u00e3o sejam incentivados empreendimentos que consomem muita \u00e1gua, geram poucos empregos e s\u00e3o altamente lucrativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Welington Landim (PROS) endossou o posicionamento de que o Estado ainda est\u00e1 muito atrasado no ac\u00famulo de \u00e1gua e na sua distribui\u00e7\u00e3o. Ele disse ser favor\u00e1vel a buscar solu\u00e7\u00f5es em pa\u00edses que j\u00e1 conseguiram conviver com a escassez de \u00e1gua, a exemplo de Israel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roseno condenou a utiliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xico e a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea feita em planta\u00e7\u00f5es no Estado. &#8220;\u00c9 um absurdo que ainda exista pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea em \u00e1reas como o Vale do Jaguaribe, ou na serra da Ibiapaba, poluindo rios, len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, prejudicando a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, criticou, destacando o projeto de sua autoria para proibir a pr\u00e1tica. &#8220;O agrot\u00f3xico tem o benepl\u00e1cito do Estado de n\u00e3o pagar imposto&#8221;, completou Mesquita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O socialista destacou a baixa qualidade da \u00e1gua em reservat\u00f3rios do Estado, apontando a necessidade de expandir o sistema de tratamento de esgoto. Cobrou que as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o fiquem s\u00f3 no debate, pedindo apoio aos parlamentares para que produzir mat\u00e9rias efetivas para contornar a situa\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos que ter uma agenda pr\u00e1tica, com combate ao uso de agrot\u00f3xicos, a gest\u00e3o perdul\u00e1ria da \u00e1gua&#8221;, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As prioridades do abastecimento de \u00e1gua no Estado foram mote para intenso debate entre parlamentares, na manh\u00e3 de ontem, na Assembleia Legislativa. Entre os pontos abordados, a necessidade de priorizar o abastecimento de \u00e1gua para saciar a sede da popula\u00e7\u00e3o em vez da demanda da ind\u00fastria e da agricultura. 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