O Nordeste poderá ter em breve uma Rede de Apoio a cultura da Palma Forrageira- Rede Palma. A iniciativa é da SUDENE e tem como objetivo somar esforços e otimizar a atuação das diversas instituições espalhadas pelos estados da área de atuação daquela Superintendência. A informação é do presidente da FAEC, Flavio Saboya que a convite daquela Superintendência esteve participando de uma reunião na sede da SUDENE, em Recife, no ultimo dia primeiro de junho.
Achei muito oportuna e importante a atitude da SUDENE, que conforme disse seu Superintendente Marcelo José das Neves, tem o mandato legal de promover o desenvolvimento econômico, social e cultural e a proteção ambiental do semiárido, por meio da adoção de políticas diferenciadas para esta sub-região, bem como da mobilização das entidades representativas dos produtores agropecuários, em especial da Confederação de Agricultura e Pecuárias (CNA) e das Federações de Agricultura e Pecuária dos estados da Bahia, Paraíba e Ceará, quer debater alternativas de suporte alimentar dos rebalnhos neste período de seca prolongada.
Segundo Saboya , tanto a FAEC como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR–CE já realizam há alguns anos um trabalho de capacitação dos produtores para o uso da Palma Forrageira e , mais recentemente, a CNA em cooperação com a EMBRAPA está instalando 11 Unidades de Pesquisas com Forrageiras resistentes à seca, e uma das mais importantes sem dúvida é a Palma Forrageira, disse Saboya que vai coordenar este trabalho a nível de Nordeste. Agora, em julho, iremos debater a Palma Forrageira durante o XXI Seminário Nordestino de Pecuária -PECNORDESTE, que se realizará de 6 a 8 de julho, no Centro de Convenções,em Fortaleza, uma promoção do Sistema FAEC/ SENAR/ CNA/SEBRAE.
SUDENE QUER ARTICULAÇĀO COM PARCEIROS
Segundo documento encaminhando pelo superintendente da SUDENE, Marcelo José das Neves, o semiárido brasileiro é uma região que se estende por quase 1 milhão de km2 do território nacional e onde vivem mais de 23,8 milhões de brasileiros, sendo 38% destes (9 milhões de pessoas) no espaço rural. Essa região é marcada por grandes desigualdades sociais, tendo sua economia composta, basicamente, pela agricultura familiar de baixo rendimento e pela pecuária extensiva, sendo ambas as atividades diretamente afetadas pelos períodos de seca.
Especificamente sobre a pecuária, esta tem condições de representar o eixo principal dos sistemas de produção familiar no semiárido, desde que se estruture um suporte alimentar que garanta reservas para o período seco e, dessa forma, permita aos criadores manejarem rebanhos maiores, mesmo em pequenas propriedades, gerando escala de produção que assegure renda e lucros capazes de melhorar a qualidade de vida no campo. Neste sentido, esta autarquia acredita que a utilização da Palma Forrageira pode render grandes avanços na convivência com a seca e as intempéries do semiárido Nordestino, disse o superintendente da SUDENE
Uma reunião preliminar, foi realizada em 21 de Fevereiro de 2017, com a presença de diversos atores do governo e da iniciativa privada, durante a qual foi identificada a necessidade de maior interação/diálogo entre os diversos segmentos envolvidos nos processos produtivos da qual a palma forrageira é integrante. Desta forma, surgiu o embrião de uma proposta de criação de uma rede de difusão e a incorporação de novos usos, produtos e processos no cultivo, manejo, colheita e pós-colheita da Palma Forrageira. Seu objetivo principal é promover a articulação de parceiros no sentido de gerar sinergias para promover o desenvolvimento da Cultura da Palma (Rede Palma), observando suas diversas potencialidades no Semiárido brasileiro.