Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Ceará

AGROPACTO DISCUTE PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO DO ALGODÃO

 A grande preocupação é com a volta da praga do bicudo e com a modernização da cultura

Técnicos e produtores continuam preocupados com o bicudo, uma praga que dizimou a produção de algodão no Ceará nos  idos de 1980, e mais preocupados ainda com o arranquio  com soqueira (limpeza e queima) da área plantada  esse ano, que deve ser feita até o dia 30 de setembro, conforme explicou o produtor e industrial  Airton Carneiro, de Quixeramobim, que participa do programa e plantou 30 hectares, já fez a primeira colheita  em julho ultimo, resultando em uma produtividade de 2.500 kg por hectare. Segundo ele e a engenheira agrônoma da Agência de Defesa Agropecuária – Adagri, Leiliane Borges, há também uma preocupação com uma outra erva daninha (amaranthus palmeri), originária dos Estados Unidos, ressaltando a importância do monitoramento urgente das pragas no algodão.

A palestra foi aberta elo Secretário de Agricultura, Pesca e Aquicultura e Pesca-SEAPA, Euvaldo Bringel, Olinda, destacando que o Programa de Revitalização do Algodão no Ceará teve inicio em fevereiro de 2018, com o apoio de diversas instituições a começar pela Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Algodão,  FAEC, SDA, Ematerce, Fiec, Secretarias de Agricultura dos Municípios para atender  inicialmente a 600 produtores nos municípios de Quixeramobim, Quixadá e Senador Pompeu, tendo o governo do Estado liberado um montante de R$ 1.800.000,00 para o inicio do programa, incluindo a assistência técnica do SENAR-CE. Já foi realizada uma segunda colheita agora em agosto, na Fazenda Lagoa do Mato, em Milagres.

Euvaldo Bringel disse que a SEAPA está sendo demandada por pelo menos 15 novos municípios interessados em participar do Programa, mas a grande preocupação do grupo gestor é produzir algodão com tecnologia, para evitar os erros do passado. O engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, Raimundo Braga Sobrinho, apresentou os detalhes do programa  que poderá acabar até com a violência no campo e já  que se trata de uma cultura própria  do semiárido, que emprega mão de obra, no entanto, fez questão de frisar os novos conceitos para a produção da cultura do algodão (ver abaixo).

A reunião do AGROPACTO foi coordenada pelo vice-presidente da FAEC, Rodrigo Diógenes que destacou a importância da atividade como uma das mais importantes, debatendo o uso da tecnologia, que pode garantir uma sustentabilidade aos produtores rurais. O evento contou ainda com a participação do Superintendente do SENAR-CE, Sérgio Oliveira, Secretário Executivo da SDA, José Leite, Presidente do CENTEC, Silas Alencar, representantes da UFC, MAPA, Adagri, Ematerce, BNB, Conab, Aprolece, Adece, Cocepat, Clube do Berro, Sebrae, produtores de algodão entre eles, Airton Carneiro, presidente do do SINDIÓLEO e do Sindirural de Quixeramobim, que deu seu depoimento sobre a importância do programa e da necessidade de prestar assistência técnica ao produtor a partir da distribuição da semente até a colheita.Está preocupado também com os restos culturais do algodão da safra desse ano, porque o futuro do algodão depende  disso, por que poderemos ter problemas com o bicudo  no ano seguinte. Isso será uma realidade nos anos seguintes, ressaltou.

Foram  expositores ainda, o produtor Airton Carneiro, Jardel Paixão, Diretor da Faculdade de Tecnologia CENTEC/FATEC, Sertão Central, Silas Alencar, Diretor do Instituto CENTEC, José Leite Jucá , Secretário Executivo da SDA e o Superintendente do SENAR-CE, Sérgio Oliveira da Silva. Sérgio Oliveira informou que o SENAR já capacitou os técnicos que irão dar assistência técnica aos 600 produtores e que iniciará o trabalho em quinze dias.  O Secretário executivo da SDA, José Leite destacou a importância do Programa e que está atento as demandas e a necessidade de parcerias entre os órgãos com a visão de capacitação, assistência técnica e mecanização. Já o professor Marcos Vinicius da equipe da SDA, também deu seu testemunho sobre a importância  da retomada da cultura do algodão no Estado dentro de novas tecnologias.

 METAS DO PROGRAMA ATÉ 2025

Tornar o algodão uma atividade econômica, técnica e ambientalmente viável

Atender as demandas técnica, creditícia e de comercialização para produtores de 25 municípios (40.000 ha) criteriosamente selecionados para o programa

Cadastrar todos os produtores do programa

Ampliar e fortalecer a assistência técnica pública e/ou privada

Treinar todos os técnicos e produtores de todos os municípios do programa

Demonstrar a viabilidade técnica, econômica e ambiental das novas variedades de algodão

Manter permanentemente um grupo de técnicos/produtores

Multiplicadores das técnicas de prevenção e controle do bicudo anualmente, em cada município, promover pelo menos um dia-de-campo

Introduzir práticas de cultivo mínimo (plantio direto) face aos problemas edáficos

Introduzir a colheita mecânica, mesmo nas pequenas e médias propriedades

Estabelecer com o setor privado um permanente programa de produção de sementes

Fazer cumprir as leis de período de plantio e arranquio da soqueira

Fortalecimento da APAECE

Criação da câmara setoria do algodão

Desenvolver parcerias com o IBA, ABRAPA, ALIDA e o ICAC

 

NOVOS CONCEITOS – INOVAÇÕES (SILENCIOSAS)

– Cultivar transgênico da Embrapa: BRS 368 RF

– Algodão Transgênico contra o Bicudo (breve)

– Cultivar convencional da Embrapa: AROEIRA (20% de óleo)

– Apoio a programas de algodões orgânicos, agroecológicos e coloridos.

– Incentivo ao uso de plantio direto e conservação de solos.

– Das 600 toneladas de algodão caroço adquiridas pelos usineiros em 2014, mais de 90% são de transgênicos produzidas por agricultores familiares.

– Introdução e incentivo à colheita mecanizada

– Produtores cadastrados, capacitados e habilitados

– Nova Geração de Produtor de Algodão

 

Att. Assessoria de Imprensa do Sistema FAEC/SENAR-CE

Jornalista Responsável: Silvana Frota-MTB-432

Maiores Informações: 353580-23 – Rodrigo Diógenes

Airton Carneiro 88- 9-968.1456