Produtores buscam capacitação e qualificação rural como resistência ao preconceito contra comunidades ciganas cearenses

O presidente do Sistema Faec/Senar, Rodrigo Diógenes, recebeu nesta quarta-feira, 4, representantes do Instituto Cigano do Brasil, onde foi solicitada a demanda de seis cursos voltados às comunidades espalhadas pelo Ceará. “Os cursos serão direcionados conforme o perfil e a vocação de cada uma das comunidades”, destacou o presidente do Instituto Cigano do Brasil (ICB), Rogério Ribeiro.
O Ceará conta com mais de 16 mil ciganos, distribuídos em cerca de 60 comunidades, organizados por meio dos núcleos de Fortaleza, Caucaia, Sobral, Pindoretama e Jucás. O ICB está presente em 17 estados brasileiros e, em alguns países, como a Bélgica e Portugal.
“Apesar da discriminação da nossa sociedade, queremos demonstrar que somos seres humanos e somos produtivos. Estamos buscando parceiros como o Sistema Faec/Senar para aproveitar o potencial das nossas comunidades na fabricação de doces e polpas de frutas, piscicultura, caprinocultura e avicultura. O que nos falta é capacitação, por esse motivo que buscamos essa parceria com o Sistema Faec/Senar”, completa o cigano Rogério Ribeiro.
De acordo com o presidente do Sistema Faec/Senar, Rodrigo Diógenes, “é nosso papel compartilhar os conhecimentos, principalmente, para grupos que se organizam para se desenvolverem a partir da produção de alimentos, gerando emprego e renda. A comunidade cigana cearense pode e deve contar com o apoio do Sistema Faec/Senar para um campo ainda mais produtivo e versátil”, disse.
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Legenda foto: Presidente do Sistema Faec/Senar, Rodrigo Diógenes, com o presidente do ICB, Rogério Ribeiro e o coordenador técnico da agricultura urbana do ICB, eng. agrônomo Evandro Matos.
As cores da bandeiras: o azul simboliza a espiritualidade; o verde significa a natureza; e a roda vermelha, o caminho na estrada.